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Pearl Jam

Postado por Dostoiévski em 08/05/2003 @ 6:39 | Cidadania, Literatura, Música |

Relações que se entrelaçam definitivamente e com poucos detalhes que a memória capta e se processa em doses terapêuticas. Colhendo, transformando e vendendo o produto. Desafiando os que por terem uma posição mais estável, acham-se melhores. Crimes contra a liberdade! Os prazeres que a humanidade conhece são resquícios do passado, desacostumados com tudo que é novo, demorarão a compreender a complexidade das coisas que proponho. Relatos relacionados com a rotação da epífise proximal na cavidade do olécrano, isso se o sono não resolveu tomar de assalto a jurisdição sob o meu controle. Dia após dia as forças se colocam em posição e começam a batalhar na luta para aperfeiçoar suas habilidades. Terminando o expediente, juntam-se para satisfazerem seus vícios e dar vazão às suas loucuras. Inconscientes arrumam responsabilidades para as quais não estão preparados. Chocados, saem do ovo em que se achavam, ainda assustados com o barulho da eclosão e a expectativa de entender o sentido das novas luzes. O tempo não passa e as coisas não acontecem como achamos que deveriam. Sem personalidade por não ter noção da realidade ou saber o que é verdade. É porrada! Divergências diferentes! Preferências que geram polêmicas, sem se notar a linha que separa direitos e deveres. A vontade de chegar nos dá coragem de lutar cada dia com mais determinação. Caindo de um céu iluminado para um lugar escuro, onde os movimentos são limitados. Reaprendendo a se mover, reaprendendo a aprender. Mesmo sabendo que nada é impossível as coisas continuam difíceis. O Rei está decadente e seus espetáculos continuam cada vez mais esparsos e repete sem exemplos as mesmas tradições. Descontroles emocionais. Extraquinar para ter vontade de viver, e de tantas vontades que esquece o que é viver. Bingo! Fazendo e desfazendo tudo o que se apresentar. Estando tão perto e tão longe. É difícil entender que as mais simples coisas foram transformadas nas mais complicadas, mas o caminho continua simples. Guardando os segredos que poderiam salvar o mundo. Mostrando como agiram os gênios nas tempestades por que passaram. Rachando as despesas. Já não sei o que digo, ou se ainda tenho alguma reputação. Falando sobre os outros contamos tudo sobre nós mesmos. E assim se fazem campanhas publicitárias. Sociedades alternativas alternando situações, revertendo os reveses à favor da oposição. Para sair desse labirinto colime através da razão um Deus pulcro e imarcessível, que sendo Senhor de toda a probidade, jamais permitirá que os atos de caráter soez grassem livremente. Trate de deixar de ser coercível e passe a coercitividade. Procuro um bom fanal! Essa instação à concitação exige uma solução antes que lotemos os nosocômios. O último colóquio deixou um ressaibo que me serve de óbice. Seu ósculo, ao invés de servir como laurel, é-me um azorrague que aguilhoa e açula para frente com uma fé inconcussa que me serve de fulcro. Abandono celeremente o caminho do abisso, ignoro a litania áulica e me exonero da canga que a ignorância esparge. Farei um bom mister com minha força de vontade. É impossível continuar no mesmo eito, chega de intrujice! Que bom seria escrever se eu pudesse influenciar a sociedade hodierna! Tempos de Sol e calor abrasando uma humanidade tíbia. Deve ser e será! Mesmo assim não dispenso as possibilidades que ficam na sombra do talvez. Com certeza o certo se concretizirá não deixando dúvidas de que a verdade é uma só. Lembra que tudo estava quase, quando tudo qualhou (ou será coalhou?). Aprenderei melhor para fazer novamente. Voluptuosamente sensível e explosivo! Tal qual a vida! O que menos precisamos é uma epidemia de lágrimas. Veja as prioridades e avalie as conseqüências. Preconceitos elevados à altura de arrogância com requintes de melindre. Gente boa, do que chamamos vida, nem a vida levamos (isso vale para os que realmente se apegam a ela). Estamos rodando com o tanque na reserva, mas enquanto houver energia continua a busca. Falta fé e inspiração, para concluir o trabalho. Continuando a investigar com toda a minúcia necessária. O modo que as coisas se desenvolvem determina a dimensão que aquilo é capaz de conter, e mesmo assim existem meios de causar lhe constrição. É a força da palavra. Procure de tudo o porquê, pois o porquê de tudo é Deus! De passo a passo atravessando o espaço, sob a guia do compasso que determina o diâmetro a conhecer. O horizonte é cada vez mais distante. Com mais algumas milhares de palavras e palavrões eu consiga fugir da concordância e consiga dizer o que realmente penso. Concluirei quando encontrar a Causa Primária. É o xadrez infinito entre a humanidade e suas leis*.

*(Entende-se por leis o conjunto de jogadas que compõe o estilo de jogar).


“Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.”

(Platão)


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