Café
Nome científico: Coffea arabica, Linné
Família: Rubiaceae
Partes usadas: sementes
O cafeeiro é uma pequena árvore nativa nas regiões montanhosas do sudoeste da Etiópia e sul do Sudão, na Arábia e em outras regiões do leste da África. Inicialmente foi cultivado pelo árabes, seu emprego rapidamente disseminou-se pelo mundo islâmico e foi introduzido na Europa em 1.615. Com a expansão do mercado, o cultivo foi expandido às Antilhas e ao Brasil. É cultivado na América do Sul, particularmente Brasil e Colômbia; na África, na Costa do Marfim, Quênia e Camarões e na Ásia, na Indonésia e Sri Lanka.
Atualmente o Brasil é o maior produtor de café do mundo, com plantações nos estados: Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia (onde atinge a idade adulta aos 4 anos devido a um fotoperiodismo intenso, 12 horas de luz e chuva artificial).
Planta arbórea que chega a atingir 5m de altura. As folhas são elípticas e de ápice agudo, brilhante nas duas faces, glabras, ligeiramente coriáceas e margem do limbo inteira. Inflorescência branca com 5 pétalas. Os frutos são drupas esféricas e carnudas, compostas por 2 lóculos, cada um com uma semente. Colhem-se os frutos maduros quando se tornam vermelhos.
Os frutos após a coleta são dessecados ao sol e posteriormente descorticados, para retirar as sementes.
Um cafeeiro atinge a idade adulta entre 7 e 8 anos, podendo render até 5 kg de sementes, dependendo das condições de cultivo.
Na indústria as sementes são torradas até adquirir coloração marrom e apresentar aroma característico. O aroma é produzido durante o processo de torrefação, devido à formação de centenas de constituintes voláteis, principlamente o Cafeol. Depois as sementes são moídas a pó.
A partir do café torrado é produzida uma bebida que apresenta sabor e aorma bastante apreciado, ao ponto de se transformar numa das bebidas mais populares do planeta.
COMPOSIÇÃO QUÍMICA:
1,5 a 2,5% de cafeína que encontra-se ligada ao ácido clorogênico, 3 a 5% de tanino e 10 a 13% de óleo fixo (ácidos graxos).
O ácido clorogênico confere ao café propriedades reguladoras das funções do SNC, combatendo o mau humor e ajudando na recuperação de pessoas alcoólatras. Previne doenças coronarianas, e depressões provocadas por doenças cardíacas. Além disso facilita o processo da aprendizagem e memorização. Atualmente existem projetos que visam a implantação do café com leite na merenda escolar.
Dose: 8 xicrinhas para adultos e 4 para crianças.
AÇÕES FARMACOLÓGICAS:
A cafeína apresenta um amplo espectro de atividades farmacológicas, agindo sobre o sistema nervoso central, cardiovascular e muscular.
A cafeína é rápida e completamente absorvida no trato gastrointestinal e os picos plasmáticos em 15 a 45 minutos. A excreção é urinária e o tempo-de-vida está entre 5 e 6 horas.
A cafeína entra na composição de diversas especialidades analgésicas, antipiréticas e antigripais, associada com ácido acetilsalicílico, paracetamol, codeína, e com diidro ergotamina, para alívio das crises de enxaqueca.
1. Sistema Nervoso Central:
Potente estimulante do S.N.C. (principalmente cerebral – por bloquear os receptores de adenosina), age primeiramente no córtex melhorando a atividade intelectual, produzindo um fluxo de pensamentos mais rápidos e com maior clareza, melhora a associação de idéias, aumenta a atividade motora, inibe o sono (ah! insônia), anorexia, diminue a sensação de fadiga, eleva o humor, causando um bem-estar físico e mental. Age em seguida no bulbo, excitando o centro respiratório, aumentando a freqüência respiratória e a freqüência cardíaca.
A cafeína age semelhantemente ao neurotransmissor, Dopamina, uma catecolamina endógena que age nos recepetores dopaminérgicos do sistema nervoso central.
Doses acima de 10 g na medula causam convulsões crônicas.
2. Sistema Cardiovascular:
É um tônico cardíaco de ação inotrópica positiva, aumenta a freqüência e o débito cardíaco e coronariano. É vasodilatador coronariano, pulmonar e periférico, aumenta o fluxo sangüíneo. Também aumenta a resistência vascular cerebral, devido a ação vasoconstritora das arteríolas cerebrais, reduzindo o fluxo sangüíneo cerebral e a tensão de oxigênio no cérebro.
Altera a concentração de íons cálcio na musculatura lisa, estimulando a contração muscular, tornando-a menos susceptível à fadiga, aumentando a capacidade do homem para o trabalho.
TOXICIDADE:
150 a 300mg: Dose terapêutica.
600mg – Cafeinismo: síndrome caracterizada por confusão mental, ansiedade, cansaço e distúrbios do sono.
1g: insônia, irritabilidade, ansiedade, delírio, tremores musculares, taquicardia e respiração acelerada, gastrite. 1 xícara de café forte (175ml) contém de 85 a 100mg de cafeína.
5 a 10g: dose letal para adultos.