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	<title>CAFÉ DOSTOIÉVSKI</title>
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	<description>Um bom lugar para se tomar um café</description>
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		<title>Assina aí, vai!</title>
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		<pubDate>Sat, 19 May 2012 22:05:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dostoiévski</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><iframe src="http://www.ligadasflorestas.org.br/api/form?referer_id=262756" style="width:380px;height:432px;overflow:hidden" frameborder="0" ></iframe></center></p>
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		<title>Os Vingadores</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 18:28:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bubniak</dc:creator>
				<category><![CDATA[Café Dostoiévski]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; Dois caminhos, duas avaliações Os Vingadores não tem a profundidade metafórica de obras como X-Men e O Cavaleiro das Trevas, mas é competente na função de divertir Grande foi a expectativa de ver personagens como Homem de Ferro, Thor, Hulk e Capitão América num só filme. Quando não se exige muito e segue-se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.cafedostoievski.info/2012/05/os-vingadores/os-vingadores/" rel="attachment wp-att-888"><img class="aligncenter size-full wp-image-888" src="http://www.cafedostoievski.info/wp-content/uploads/Os-Vingadores.jpg" alt="" width="207" height="243" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="CENTER"><span style="font-size: medium">Dois caminhos, duas avaliações</span></p>
<p align="CENTER">
<p align="CENTER"><span style="font-size: medium"><em>Os Vingadores </em>não tem a profundidade metafórica de obras como <em>X-Men</em> e <em>O Cavaleiro das Trevas</em>, mas é competente na função de divertir</span></p>
<p align="JUSTIFY">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Grande foi a expectativa de ver personagens como Homem de Ferro, Thor, Hulk e Capitão América num só filme. Quando não se exige muito e segue-se o percurso indicado pelos produtores de <em>Os Vingadores</em>, ela é recompensada. Mas acaba frustrada quando se espera algo a mais que lutas e diversão pela diversão. Vamos ao detalhamento das afirmações e as ponderações que delas decorrem. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Como requer um “filme coral”, aquele em que há vários protagonistas interagindo, o roteiro precisa logo de cara apresentar os personagens de destaque para situar a plateia. Em <em>Os Vingadores</em>, isso acontece depois de ser exibido o porquê da necessidade da união dos super-heróis da Marvel. Loki, irmão de Thor, vem à Terra com fome de guerra. Uma das cenas mais emblemáticas é exposta no início, quando ele obriga, na Alemanha, uma pequena multidão a ajoelhar-se diante dele. Fazendo questão de abusar da postura de semideus, Loki profere um pequeno discurso no qual defende que a submissão pode servir justamente de antídoto para a inquietude e infelicidade humanas. Afinal, ser permanentemente obediente é uma forma de evitar conflitos. Um ancião, no entanto, desiste de dobrar os joelhos. Levanta-se e questiona essa argumentação. Chega, então, um super-herói. Ele faz uma referência a Hitler, dizendo que, na última vez que a Alemanha fez algo proposto por Loki, as consequências não foram lá muito boas. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">A partir daí é que a luta propriamente dita entre vilão e super-heróis tem início. E que os subtextos são deixados de lado. É neste momento que convém dizer: <em>Os Vingadores </em>não tem a riqueza de leituras, entrelinhas, metáforas da série <em>X-Men</em> ou <em>Batman – O Cavaleiro das Trevas</em>. Mas se esse não foi o caminho trilhado pelos produtores, resta admitir que o filme é competente naquilo que se propõe: divertir. E mostrar muitas lutas. Verbais e literais. Inclusive, entre os próprios heróis. Elas são travadas durante o processo vivido pelos protagonistas de “aparar arestas”, procedimento necessário para que a equipe se estabeleça como tal, para que a equipe efetivamente mereça ser assim chamada. Afinal, estamos diante de personagens com histórias – e personalidades – muito próprias. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Não querendo enveredar pela psicanálise, mas já se lançando totalmente nessa direção, é possível dizer que Hulk promove a catarse da ira acumulada de muitos espectadores. Basta assistir ao filme em sala cheia e ficar atento ao que também ocorre ao redor. Mas se, por um lado, parte da plateia parece descarregar seus demônios contidos com a aparição do grande “monstro” verde que bate loucamente em tudo o que considera inimigo, por outro, essa aparição não acontece sem provocar risos. Pinceladas cômicas, aliás, são providenciadas em vários momentos oportunos e concedem leveza à narrativa, quebrando a tendência que a história tem de ser tensa do começo ao fim. E é por abusar de lutas verbais e literais, contar com um grupo especial de protagonistas e temperar isso tudo com bom humor na ocasião certa que certamente os uniformes dos heróis não ficarão muito tempo no armário, já que, em breve, ajudarão a dar vida a outro roteiro. </span></p>
<p align="JUSTIFY">
<p align="JUSTIFY">
<p align="RIGHT"><span style="font-size: medium">Tiago Luiz Bubniak </span></p>
<p align="RIGHT"><span style="color: #0000ff"><span style="text-decoration: underline"><a href="mailto:tiagoluizb@ig.com.br"><span style="font-size: medium">tiagoluizb@ig.com.br</span></a></span></span></p>
<p align="RIGHT">
<p align="RIGHT"><span style="font-size: medium">O autor é jornalista.</span></p>
<p align="RIGHT">
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		<title>Uma aula de cinema e roteiro</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 13:23:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bubniak</dc:creator>
				<category><![CDATA[Café Dostoiévski]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma aula de cinema e roteiro Independentemente de recortes políticos e históricos, A Dama de Ferro resulta em uma cinebiografia carregada de eloquência Margaret Thatcher, já idosa e longe do poder, sai para comprar leite. De volta para casa, toma café com o esposo Denis, que está sentado em sua frente. Durante a refeição regada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="CENTER">
<p align="CENTER"><a href="http://www.cafedostoievski.info/2012/05/uma-aula-de-cinema-e-roteiro/dama-de-ferro-poster-nacional-3/" rel="attachment wp-att-884"><img class="aligncenter size-full wp-image-884" src="http://www.cafedostoievski.info/wp-content/uploads/Dama-de-Ferro-poster-nacional2.jpg" alt="" width="647" height="960" /></a></p>
<p align="CENTER"><span style="font-size: medium">Uma aula de cinema e roteiro</span></p>
<p align="CENTER">
<p align="CENTER"><span style="font-size: medium">Independentemente de recortes políticos e históricos, <em>A Dama de Ferro</em> resulta em uma cinebiografia carregada de eloquência </span></p>
<p align="CENTER">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Margaret Thatcher, já idosa e longe do poder, sai para comprar leite. De volta para casa, toma café com o esposo Denis, que está sentado em sua frente. Durante a refeição regada a comentários como o aumento do preço do leite (detalhe importante para alguém que, como governante, buscou controlar a inflação), Margaret é surpreendida por sua ajudante, que observa: “Aí estão vocês”. Margaret (interpretada por Meryl Streep) ratifica: “Sim, aqui estamos”. Mas nessa altura, segundos antes de os créditos iniciais “<em>A Dama de Ferro</em>” nomearem o filme, o espectador já terá tomado ciência de que a cadeira em frente da ex-primeira-ministra britânica está&#8230; vazia. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Contar uma história é como deparar-se com incontáveis novelos emaranhados e optar por puxar uma das tantas pontas possíveis. A escolha do roteirista Abi Morgan transposta do papel para as telas pela diretora Phyllida Lloyd foi esta: apresentar uma Margaret Thatcher com alucinações (segundo relatos da filha Carol, a “dama de ferro” está sofrendo de demência). A decisão do roteirista é apenas uma das muitas qualidades da obra. Ao começar seu relato mostrando o hoje, Morgan investe na estratégia de usar permanentemente recursos de <em>flashbacks</em>. O resultado? Competentes transições entre presente e passado que enriquecem o desenrolar da narrativa. Esse trânsito temporal exigiu consideravelmente dos responsáveis pela maquiagem, que acabou premiada com o Oscar 2012. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Retratar um personagem histórico no cinema não é tarefa das mais fáceis. Sobretudo quando esse alguém foi “a primeira mulher a dirigir uma democracia moderna”, a “mulher mais poderosa do século XX”, a “dama de ferro” assim chamada por seu comportamento inflexível. Talvez por isso, Lloyd e Morgan logo trataram de lançar para a imprensa, às vésperas do lançamento do longa, que “nunca tiveram a pretensão de fazer uma cinebiografia ou um filme sobre política”. Alegam ter buscado produzir “uma história shakespeariana sobre poder e perda do poder”. Admitam ou não, trata-se, sim, de uma cinebiografia. Com a preocupação de encaixar uma personagem tão controversa em menos de duas horas de filme, mas, ainda assim, uma cinebiografia. Estão na película a oposição da primeira-ministra aos sindicatos, seu apoio às privatizações e o forte incentivo à Guerra das Malvinas contra a Argentina. Estão, também, o ódio e o amor do povo. E o fato de ter governado entre 1979 e 1990, ano em que renunciou graças a desentendimentos com o próprio partido, o Partido Conservador. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Não se discute aqui recortes históricos e políticos feitos pela obra. O que se discute é cinema. E, como tal, <em>A Dama de Ferro </em>é um primor. Uma verdadeira aula de cinema e roteiro. É mais um caso de trabalho no qual tudo é cuidadosamente refletido e, a qualquer momento, o espectador é convidado a tecer relações entre o que está vendo ou ouvindo agora e outro pequeno – ou nem tanto – detalhe visto ou ouvido anteriormente. A xícara sendo lavada no fim do filme é um grande exemplo dessa afirmação. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Uma das cenas mais eloquentes de toda a sequência retrata a chegada de Margaret Thatcher à Câmara dos Comuns, em 1959, sua primeira vitória na carreira política. A câmera passeia mostrando dezenas de pares de sapatos masculinos e, subitamente, surge um único par feminino. Em outro momento, uma conversa aparentemente banal a respeito de direção veicular revela-se uma metáfora sobre governabilidade. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Estamos diante de uma cinebiografia respeitável, que vai muito além das famigeradas vitórias do Globo de Ouro na categoria “Melhor atriz em filme dramático” ou do Oscar nas categorias “Melhor atriz” e “Melhor maquiagem”. Estamos diante de um filme que, independentemente de suas pinceladas históricas ou políticas, exige de nossa sensibilidade. Uma obra na qual uma cadeira vazia ou uma simples xícara sendo lavada têm muito a dizer. </span></p>
<p align="JUSTIFY">
<p align="RIGHT"><span style="font-size: medium">Tiago Luiz Bubniak</span></p>
<p align="RIGHT"><span style="color: #000080"><span style="text-decoration: underline"><a href="mailto:tiagoluizb@ig.com.br"><span style="font-size: medium">tiagoluizb@ig.com.br</span></a></span></span></p>
<p align="RIGHT">
<p align="RIGHT"><span style="font-size: medium">O autor é jornalista. </span></p>
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		<title>Café com Reggae</title>
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		<pubDate>Sun, 06 May 2012 19:59:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dostoiévski</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.facebook.com/MarleyCoffee" target="_blank"><img alt="" src="http://www.cafedostoievski.info/imagens/marleycoffee.jpg" title="Marley Coffee" class="aligncenter" width="623" height="482" /></a></p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Sun, 06 May 2012 02:02:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dostoiévski</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">&#8220;Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.&#8221;</p>
<p><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ayn_Rand" target="_blank">Ayn Rand</a></div>
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		<title>Presidenta por decreto</title>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 03:28:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dostoiévski</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Amigos me alertam para um decreto-lei recém-publicado no &#8220;Diário Oficial da União&#8221;: &#8220;A Presidenta da República faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei: Art. 1º. As instituições de ensino públicas e privadas expedirão diplomas e certificados com a flexão de gênero correspondente ao sexo da pessoa diplomada, ao designar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">
Amigos me alertam para um decreto-lei recém-publicado no &#8220;Diário Oficial da União&#8221;: &#8220;A Presidenta da República faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei: Art. 1º. As instituições de ensino públicas e privadas expedirão diplomas e certificados com a flexão de gênero correspondente ao sexo da pessoa diplomada, ao designar a profissão e o grau obtido. [...]</p>
<p>Art. 3º. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 3 de abril de 2012. Dilma Rousseff. Aloizio Mercadante. Eleonora Menicucci de Oliveira&#8221;.</p>
<p>Tal lei serve apenas à teimosa vontade da presidente Dilma de ser chamada de presidenta, na ilusão de, com isso, estar valorizando as mulheres. E não adianta dizer-lhe que não é assim que a língua funciona. O problema é que, com a medida, ela obriga a que se parem as máquinas e se corrijam a jato todos os dicionários da língua portuguesa.</p>
<p>Porque, se Dilma agora é presidenta por decreto, também quero ser chamado de jornalisto, articulisto, colunisto ou cronisto.</p>
<p>Idem, os calistas, juristas, dentistas, arquivistas, criminalistas, ortopedistas, ginecologistas e médicos-legistas do sexo masculino, todos podem requerer diplomas de calistos, dentistos, arquivistos, criminalistos, ortopedistos, ginecologistos e médicos-legistos. O próprio Aloizio Mercadante, ministro da Educação e cúmplice da presidenta nessa emboscada contra a língua, deve exigir ser chamado de congressisto quando voltar ao Senado.</p>
<p>Pela novilíngua da presidenta, o sindicalista Lula teria sido um sindicalisto. Luiz Carlos Prestes, um comunisto. Millôr Fernandes, um humoristo. Luizinho Eça, um pianisto. Guimarães Rosa, um romancisto. O cego Aderaldo, um repentisto. Ayrton Senna, um automobilisto.</p>
<p>Dilma acha pouco ser presidenta. Quer ser também linguista.</p>
<p>Por: <b>Ruy Castro</b> via <a href="http://portal.pps.org.br/portal/showData/228655" target="_blank">Portal PPS</a></div>
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		<title>Tá Ficando Difícil a Vida de Blogueiro</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 15:47:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dostoiévski</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Jornalista é vítima de crime de encomenda em São Luís Blogueiro Décio Sá foi assassinado com três tiros na noite desta segunda-feira, na avenida Litorânea, em São Luís O jornalista e blogueiro maranhense Décio Sá foi executado com três tiros na avenida Litorânea, em São Luís, no final da noite desta segunda-feira. Segundo o secretário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><strong>Jornalista é vítima de crime de encomenda em São Luís</strong></center></p>
<div align="justify"><em>Blogueiro Décio Sá foi assassinado com três tiros na noite desta segunda-feira, na avenida Litorânea, em São Luís</em></p>
<p>O jornalista e blogueiro maranhense Décio Sá foi executado com três tiros na avenida Litorânea, em São Luís, no final da noite desta segunda-feira. Segundo o secretário de segurança do Maranhão, Aluísio Mendes, o jornalista foi vítima de um crime de encomenda.<br />
Segundo informações de testemunhas, ele ia para um restaurante para encontrar com uma fonte quando dois homens em uma moto chegaram e dispararam três tiros na cabeça do jornalista. “Estamos colhendo todas as informações, agora é um trabalho de perícia e de investigação. Foi um crime ousado. Eles estavam com a ‘cara limpa’, sem proteção”, afirmou Mendes, à rádio Mirante AM de São Luís. “Realmente é um crime que demanda uma investigação diferenciada, foi um crime encomendado. Nós iremos a fundo à investigação”, complementou.</p>
<p>Décio Sá tinha o blog mais acessado do Maranhão e era repórter de política do jornal O Estado do Maranhão, veículo de comunicação da família Sarney. O blog do Décio registrava aproximadamente 2,7 milhões de acessos únicos por ano e quase diariamente fazia denúncias contra gestores ou funcionários públicos. A princípio, a Polícia Civil acredita que o crime foi encomendado justamente por alguém que foi alvo de uma de suas denúncias.</p>
<p><b>Wilson Lima</b> &#8211; iG Brasília &#8211; 24/04/2012</div>
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		<title>O que a internet está fazendo com os nossos cérebros?</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Apr 2012 18:04:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bubniak</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“O que a internet está fazendo com os nossos cérebros?” Em obra extremamente atual sobre a web, Nicholas Carr demonstra: mais do que nunca, “o meio é a mensagem” Já no prólogo de A Geração Superficial – O que a Internet Está Fazendo com os Nossos Cérebros, o escritor norteamericano Nicholas Carr cita aquele que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="CENTER">“<span style="font-size: medium"><span style="font-family: Times New Roman,serif"><em>O que a internet está fazendo</em></span></span></p>
<p align="CENTER"><span style="font-family: Times New Roman,serif"><span style="font-size: medium"><em>com os nossos cérebros?”</em></span></span></p>
<p align="CENTER">
<p align="CENTER"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: Times New Roman,serif">Em obra extremamente atual sobre a </span><span style="font-family: Times New Roman,serif"><em>web</em></span><span style="font-family: Times New Roman,serif">, Nicholas Carr demonstra: mais do que nunca, “o meio é a mensagem”</span></span></p>
<p align="CENTER">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: Times New Roman,serif">Já no prólogo de </span><span style="font-family: Times New Roman,serif"><em>A Geração Superficial – O que a Internet Está Fazendo com os Nossos Cérebros</em></span><span style="font-family: Times New Roman,serif">, o escritor norteamericano Nicholas Carr cita aquele que pode ser considerado uma de suas principais inspirações para refletir sobre o assunto presente no título do livro: Marshall McLuhan. Em 1964, McLuhan publicou </span><span style="font-family: Times New Roman,serif"><em>Os Meios de Comunicação Como Extensões do Homem</em></span><span style="font-family: Times New Roman,serif">, obra na qual lançou a frase que atravessaria gerações e chegaria aos cursos sobre mídia mundo afora: “o meio é a mensagem”. </span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family: Times New Roman,serif"><span style="font-size: medium">A afirmação era uma profecia, segundo Carr, da “dissolução da mente linear”. Telefone, rádio, cinema e televisão estavam rompendo com séculos de cultura baseada na escrita e alterando a forma como o ser humano relaciona-se com o mundo. Afinal, esses meios, conforme o nome indica, servem de mediadores entre a realidade e os sentidos. </span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: Times New Roman,serif">A célebre frase de McLuhan pede que prestemos atenção não apenas no </span><span style="font-family: Times New Roman,serif"><em>conteúdo</em></span><span style="font-family: Times New Roman,serif">, mas, também, na </span><span style="font-family: Times New Roman,serif"><em>tecnologia</em></span> <span style="font-family: Times New Roman,serif">de cada mídia. O avanço da neurociência</span> <span style="font-family: Times New Roman,serif">tem provado que o cérebro adapta-se facilmente – e isso em termos físicos mesmo – com aquilo que experimenta em doses constantes. Quanto mais se abandona a leitura profunda, do texto impresso, por exemplo, em favor daquela feita no computador, mais fragmentada, cheia de </span><span style="font-family: Times New Roman,serif"><em>links</em></span><span style="font-family: Times New Roman,serif"> e apelos diversos, mais o cérebro</span> <span style="font-family: Times New Roman,serif">é “adaptado” a uma leitura sem aprofundamento da concentração. </span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: Times New Roman,serif">Para embasar sua argumentação, Carr percorre o caminho traçado por várias tecnologias intelectuais ao longo da História: a passagem da tradição oral para a cultura escrita, a mudança da escrita contínua para aquela em que as palavras começaram a ser apresentadas com espaço entre elas</span> <span style="font-family: Times New Roman,serif">no texto, a invenção da prensa de tipos móveis por Johannes Gutenberg (que substituiu os copistas). Entre as tecnologias que mudaram profundamente o andamento da humanidade também estão o mapa e o relógio. Ambos promoveram uma revolução na maneira como o ser humano passou a</span> <span style="font-family: Times New Roman,serif">conceber as noções de espaço e tempo. </span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family: Times New Roman,serif"><span style="font-size: medium">Toda transição de uma tecnologia para outra está impregnada do contraditório. De um lado, traz benefícios inquestionáveis; de outro, tem efeitos colaterais indesejáveis. Com o passar do tempo, no entanto, o que se costuma verificar é o estabelecimento de uma convivência pacífica entre as várias invenções. A questão (e o autor deixa isto claro) é saber equilibrar prós e contras antes de partir para o endeusamento ou a “demonização” daquilo que é novo. Segundo ele, “quaisquer generalizações sobre a adoção e uso de uma nova tecnologia são imperfeitas”.</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: Times New Roman,serif">Especificamente com relação à internet, ele</span> <span style="font-family: Times New Roman,serif">lembra que, quanto mais </span><span style="font-family: Times New Roman,serif"><em>links</em></span><span style="font-family: Times New Roman,serif">, mais atenção é exigida para a decisão sobre em quais deles clicar. Assim, restam</span> <span style="font-family: Times New Roman,serif">menos atenção e recursos cognitivos para focar no conteúdo que está sendo lido. Além disso, na internet os estímulos são verbais, imagéticos e sonoros. Com relação aos sites de busca, Carr usa uma frase de efeito: “O garimpo superficial do ‘conteúdo relevante’ substitui a lenta escavação do significado”. Mas nem tudo é malefício. Alguém gostaria de abdicar, por exemplo, das facilidades hoje existentes para se conseguir uma informação, seja ela verbal, sonora ou imagética? </span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: Times New Roman,serif">Comprovar todas as afirmações de Carr é algo difícil. Elas tratam de uma realidade ainda em curso, iniciada há pouco e que necessita de muita averiguação</span> <span style="font-family: Times New Roman,serif">científica. Mesmo assim, é possível arriscar: mais do que nunca, o meio é a mensagem. Afinal, a </span><span style="font-family: Times New Roman,serif"><em>web</em></span> <span style="font-family: Times New Roman,serif">absorveu todas as mídias anteriores. E, levando em consideração os argumentos desta obra extremamente atual, convém mencionar: se você conseguiu chegar ao fim deste texto, já é uma grande vitória. Pelo menos para quem o elaborou. </span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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<p align="RIGHT"><span style="font-family: Times New Roman,serif"><span style="font-size: medium">Tiago Luiz Bubniak </span></span></p>
<p align="RIGHT">
<p align="RIGHT">O autor é jornalista.</p>
<p align="RIGHT">
<p align="RIGHT">
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		<title>Made in Ucrânia</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 23:21:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bubniak</dc:creator>
				<category><![CDATA[Café Dostoiévski]]></category>
		<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[TV e Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Somos todos imigrantes Documentário do diretor paranaense Guto Pasko acaba revelando-se uma obra universal Made in Ucrânia, do diretor paranaense Guto Pasko, é um daqueles documentários que deixa claro a que veio, cumpre a missão que promete e provoca no espectador a sensação de que fez muito mais. A proposta é contar a saga dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">Somos todos imigrantes</p>
<p>Documentário do diretor paranaense Guto Pasko acaba revelando-se uma obra universal</p>
<p>Made in Ucrânia, do diretor paranaense Guto Pasko, é um daqueles documentários que deixa claro a que veio, cumpre a missão que promete e provoca no espectador a sensação de que fez muito mais. A proposta é contar a saga dos imigrantes que deixaram o país europeu tendo o Paraná como destino. Quem não tem ascendência ucraniana acaba sentindo-se como se tivesse, tamanha é a empatia com as personagens e suas histórias. O mérito do diretor está na riqueza dos relatos expostos, cuidadosamente garimpados entre fontes ouvidas em diversas cidades, principalmente Mallet, Curitiba e Prudentópolis.</p>
<p>Mas não se pode deixar de mencionar outro feito de Pasko: uma edição bem elaborada. A união desta qualidade com a espontaneidade da fala das personagens faz com que a obra nem de longe se torne cansativa, por mais que histórias e histórias sejam ouvidas por um tempo superior a cem minutos. Não é exagero dizer que quem não tem ascendência ucraniana segue o roteiro como se fosse descendente. Conforme o próprio diretor define, não se trata de um filme “fechado”. Apesar de o foco central ser dirigido àqueles que vieram da Ucrânia para terras paranaenses, a maneira como o documentário foi construído acaba prestando uma homenagem a qualquer imigrante. Trata-se de um trabalho universal, que não se prende exatamente aos limites da narrativa apenas de uma etnia. Basta lembrar que todos os imigrantes passaram por situações parecidas. O próprio título da obra, que mistura inglês e português, é justificado pelo diretor como sendo uma expressão multicultural.</p>
<p>A câmera de Pasko e sua equipe desfila por cenários variados, desde pequenas comunidades rurais e igrejas até salas de grupos que lutam pela preservação da cultura étnica, passando pelo acompanhamento da viagem de uma senhora para a Ucrânia. Ela busca conhecer uma tia definida como “heroína”. O termo tem sua razão de ser utilizado: a tia fica viúva em razão da guerra e, sozinha, cria os filhos em tempos conturbados. Além disso, nega-se a obedecer ordens de soldados para deixar o próprio lar. Sim. A câmera desembarca em solo ucraniano. Um senhor de Mallet pergunta como é o país de seus ascendentes. Essa deixa é suficiente para que, no próximo take, estejamos todos na Europa, “passeando” por comunidades rurais e cidades como Lviv e a capital, Kiev.</p>
<p>A hospitalidade com que a equipe é recebida – e, por extensão, todos nós – é de emocionar. Na despedida em uma vila rural, uma senhora fala com tanta empolgação que sua entonação beira a do choro. Mas é apenas alegria em receber gente do Brasil. Essa imagem abala o preconceito de que todo europeu é taciturno. Triste é a realidade dos pequenos agricultores. Para muitos, pode ser uma surpresa verificar tanta semelhança com aquela encontrada em solo brasileiro.</p>
<p>Uma das cenas mais curiosas do documentário é o encontro da senhora paranaense com sua tia ucraniana. É cativante a riqueza de sentimentos expostos por quem está do lado de lá da tela e a saudável confusão de sentimentos despertados em quem está do lado de cá. Há uma mistura de risos e lágrimas na plateia. Com a lucidez comprometida, a tia recebe a sobrinha com emoção. No entanto, lá pelo meio da conversa, pergunta se a visitante é sua parente. Poderia ser julgado encenação. Mas só poderia. E se não fosse justamente a naturalidade com que tudo transcorre, certamente a cena não teria a beleza que carrega por ser real, por provocar sensações diferentes ao mesmo tempo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O autor é jornalista.</p>
<p>tiagoluizb@ig.com.br</p></div>
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		<title>Canção de Outono</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 18:32:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dostoiévski</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Cecília Meireles Perdoa-me, folha seca, não posso cuidar de ti. Vim para amar neste mundo, e até do amor me perdi. De que serviu tecer flores pelas areias do chão, se havia gente dormindo sobre o própro coração? E não pude levantá-la! Choro pelo que não fiz. E pela minha fraqueza é que sou triste [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><a href="http://www.cafedostoievski.info/cecilia/index.html" target="_blank">Cecília Meireles</a></center></p>
<p>Perdoa-me, folha seca,<br />
não posso cuidar de ti.<br />
Vim para amar neste mundo,<br />
e até do amor me perdi.</p>
<p>De que serviu tecer flores<br />
pelas areias do chão,<br />
se havia gente dormindo<br />
sobre o própro coração?</p>
<p>E não pude levantá-la!<br />
Choro pelo que não fiz.<br />
E pela minha fraqueza<br />
é que sou triste e infeliz.<br />
Perdoa-me, folha seca!<br />
Meus olhos sem força estão<br />
velando e rogando àqueles<br />
que não se levantarão&#8230;</p>
<p>Tu és a folha de outono<br />
voante pelo jardim.<br />
Deixo-te a minha saudade<br />
- a melhor parte de mim.<br />
Certa de que tudo é vão.<br />
Que tudo é menos que o vento,<br />
menos que as folhas do chão&#8230;</p>
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