Silas Corrêa Leite

      SILAS nasceu "Leão", em 19 de agosto de 1952, na cidade de Itararé, interior de São Paulo, filho de pai descendente de judeus-portugueses e holandeses, e mãe mestiça de negro - de Angola - com índio.
      É casado, tem um filho e vive em São Paulo, Capital, onde exerce várias atividades, a maioria delas, ao mesmo tempo. É professor, jornalista e escritor, formado em Direito e Geografia, pós-graduado em Didática de Terceiro Grau e Relações Humanas, membro da UBE-União Brasileira de Escritores, diretor cultural do Elos Clube de Itararé/Comunidade Lusíada Internacional.
      E é poeta e ficcionista premiado, inclusive na Universidade de São Paulo-USP, aparecendo em mais de 40 antologias literárias em verso e prosa, mesmo no exterior como em Portugal (Instituto Piaget), Estados Unidos (Cristhmas Anthology) e Itália (Antologia Multilíngue de Poetas Contemporâneos). Colabora com vários jornais, revistas e suplementos de cultura.
       Publicou no papel "Trilhas & Iluminuras" (Poemas, Editora Grafite, RS, 1995) e é autor de dois e-books, o romance místico "Ele Está no Meio de Nós" e "O Rinoceronte de Clarice", onde escreveu 11 contos fantásticos em "três dimensões": cada conto tem um final feliz, um final trágico e um final politicamente incorreto. Este último foi notícia em vários jornais e revistas do Brasil. Elogiado pela crítica brasileira, foi considerado um trabalho pioneiro, inédito e de vanguarda, segundo pesquisa feita na Internet a partir de Nova York. Para falar dele, SILAS concedeu entrevista à TV Bandeirantes, no programa "Momento Cultural". Doce ironia: o livro, recusado sem qualquer explicação pela editora Companhia das Letras, virou o campeão dos downloads feitos no site e, em 2001, foi leitura obrigatória na matéria Linguagem Virtual, do Mestrado de Ciência de Linguagem, do Departamento de Pós-Graduação da Universidade do Sul de Santa Catarina.
       O poetinha SILAS, como é conhecido, ganhador de inúmeros prêmios literários, é também músico e compositor. É o autor do "Hino ao Itarareense" e guarda, inéditos, muitos blues, rocks e baladas.
       Sobre a sua poesia, ele se explica no seu jeito eloqüente:

       "Sou uma espécie de plantador de sonhos, um inventor do inexistente, eterno aprendiz da alma humana, sonhando um neosocialismo de resultados. Ledor voraz, determinado, aéreo, memória de elefante, loucura de sobreviventes, caçador de reinações, semeador de esperanças. Afinal, o amor e a esperança são a inteligência da vida. Amiga: Solidão. Motes: Tristeza - Medo da Vida. Minha prosa é ficção-angústia, meus poemas são rueiros e descalços, meu silêncio-albatroz traduz do inconsciente, com abstração, o que não podem a ciência e o conhecimento. Escrevo para não ficar louco, ou melhor, para livrar-me do que crio, feito um "Sentidor", para citar Clarice Lispector. A poesia que produzo é a oxigenação da minha alma". SILAS se define como "um Rimbaud pós-moderno (antena da época) que não acredita em sonho que não seja libertação, e registra para o futuro esses tempos tenebrosos de primatas globalizando a miséria absoluta e a violência sem fronteira, num país continental de muito ouro e pouco pão. Acredito, também, que só a mulher pode mudar o mundo. Como nem sempre elas captam funcionalmente isso, prefiro escrever meu despojo insano para dar meu testemunho nessa difícil lição da viagem de Existir. (...) Meu processo de criação: penso, logo crio, gosto mais de ler e escrever do que de existir - posso escrever (e já fiz isso) três trabalhos diferentes ao mesmo tempo, isso é, no conjunto de horas e dias, e logo estarão todos prontos, uma loucura mesmo... (loucura?). Inspiração? A sobrevivência. Minha musa? A Morte (Se foi pra destruir, por que é que fez?)."

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