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Terça Feira, Março 16, 2010
![]() Marcelo Tas escreveu em seu Twitter que o quadro “Proteste Já” foi impedido de ser transmitido nesta segunda-feira (15), na reestreia da nova temporada do ”CQC”. “Inacreditável: acabam de nos informar que ordem judicial nos impede de mostrar o ‘Proteste Já’ hoje no ‘CQC’”, escreveu o apresentador do programa. Danilo Gentili, que comanda o quadro nesta temporada, também protestou em seu microblog: “a máfia de Barueri acaba de impedir, através de um julgamento legal duvidoso, o ‘Proteste de Já’ de ir ao ar”. De acordo com comunicado da Band, “a justiça decidiu que o quadro não pode ir ao ar antes de dar o direito de resposta para a prefeitura. A emissora respeita, mas vai recorrer da decisão”. A decisão é da juíza Nilza Bueno da Silva, da Vara da Fazenda Pública de Barueri, que acatou a ação da prefeitura. O quadro mostraria o caso de uma TV que o programa doou a uma escola. O aparelho estava com GPS e foi localizado na casa de uma funcionária da instituição. “Isso configura uma coisa bastante clara chamada censura e significa que estamos no caminho certo. Eles alegam que nós não demos o direito de resposta, o que é uma coisa absurda porque a matéria ainda não foi ar e também porque as pessoas acusadas foram ouvidas, por isso que o nome disso é censura”, afirmou Marcelo Tas. Fonte: Chiado
Postado por... Dostoiévski às 01:12Sábado, Março 13, 2010
Exegese: (z), s.f.
1. Interpretação gramatical, histórica, jurídica, etc., dos textos e particularmente da Bíblia. Hermenêutica: s.f.
1. Interpretação do sentido das palavras.
Postado por... Dostoiévski às 19:02Sábado, Março 6, 2010
"Este ano, dois campeonatos prometem muita emoção: a Fórmula 1 e a eleição. Ambos vão começar em março e terminar em novembro, com a aclamação de um vencedor. Na verdade, eleição no Brasil lembra muito corrida de carros. É patrocinada por empreiteiras; tem partidos pequenos que só servem para ajudar os grandes na reta final; e tem político pé de chinelo concorrendo. Como os pilotos, os políticos se arriscam pelas curvas sinuosas do poder. Alguns candidatos já derraparam na Curva do Mensalão, rodaram na Subida do Dossiê e se atrapalharam na Parada da Cueca. Muitos entraram no Mergulho do Zé Dirceu, aceleraram na Descida do Waldomiro e foram parar no Túnel do Valerioduto. Outros perderam força no S das Sanguessugas, cochilaram no Setor Aéreo, se enrolaram na Chicane dos Cartões Corporativos, subiram na Zebra dos Bingos, atravessaram o Canteiro do MST e foram parar na Reta das CPIs. Entre corrida de carros e eleição só existe uma diferença: na corrida o vencedor é sempre o melhor. A próxima eleição vai ser uma corrida maluca, pois as luzes vermelhas nem ao menos se acenderam e há candidato queimando a largada. Francisco R. M. - Coluna dos Leitores - CORREIO BRAZILIENSE (DF) - 15/02/2010 Na semana passada, recebi um e-mail de um amigo da área militar, que está na missão de paz do Brasil no Haiti. Era uma mensagem surpreendente. Ele registrou a fala de uma voz que ficou soterrada sob os escombros do terremoto que devastou Porto Príncipe e outras cidades do Haiti. Ouçamos o que tem a nos dizer essa voz subterrânea: "Vocês dizem e escrevem que o terremoto arrasou com o Haiti. Não é bem assim. A missão de paz brasileira foi maravilhosa, acabou com as gangues, trouxe a alegria da capoeira e do futebol. Mas, na verdade, já estávamos arrasados muito antes. Nós somos uma favela geral. Nossas crianças comiam bolachas de barro. Algumas mães deixavam algumas crianças morrerem porque não tinham comida para alimentá-las.Vocês não viam porque não interessava a vocês ver. Foi preciso um abalo sísmico correspondente a 18 bombas atômicas para abalar o egocentrismo de vocês e despertar algum sinal de solidariedade verdadeira. A dor do terremoto provocou um enlouquecimento geral de nossa gente. Sei que alguns de vocês ficam chocados com a falta de educação de nosso povo ao saquear comida. Mas vocês já passaram fome de verdade alguma vez? Apesar do sofrimento, o terremoto teve a função de reduzir a escombros os belos discursos humanitários, os remendos e a boa consciência de vocês em relação a nós. O Haiti compromete a suposta humanidade de vocês. Como dormir com a consciência tranquila quando parte da população de um país é enterrada viva e a restante vaga pelas ruas, sem casa, sem comida e sem água? Simplesmente não existe mais um país chamado Haiti. É preciso reconstruir tudo a partir do zero. Nós já fomos chamados de "pérola do Caribe". Fomos o único país do mundo em que os escravos conquistaram a independência. No entanto, precisamente por causa disso sofremos todos os gêneros de boicotes e sabotagens das chamadas grandes potências internacionais. E, em seguida, fomos condenados ao atraso pelo obscurantismo e brutalidade dos ditadores grotescos das republiquetas de banana. Isso também equivale a 18 bombas atômicas em cima de um povo. Mas o terremoto colocou o mundo em uma encruzilhada. Será que o Obama, o Sarkozy e o Lula mobilizarão todos os recursos para uma guerra de reconstrução do Haiti ou vão jogar as 18 bombas atômicas para baixo do tapete? Como acreditar em algo bom se, em certos lugares, nas operações de resgate das vítimas, existem mais jornalistas do que integrantes das equipes de salvamento? Sou apenas uma voz fininha e subterrada, mas, em minha insignificante opinião, os líderes do mundo do século 21 deveriam se engajar nas guerras humanitárias do desenvolvimento, da educação, da justiça social, do saneamento e da paz. Em cada país, no Brasil mesmo, em Brasília, pertinho do Lula, existem muitos pequenos haitis a serem reconstruídos. Essa seriam as grandes guerras a serem vencidas. Desculpe, mas estou soterrado e a minha voz está se apagando." Severino Francisco - CORREIO BRAZILIENSE (DF) - 18/01/2010 O Brasil está em guerra. Estamos em guerra contra a fome, a insegurança, a desigualdade social, o analfabetismo e a péssima saúde. Portanto, políticos que desviam verbas que seriam destinadas a essas áreas devem ser considerados desertores de seu país, e não simplesmente meros "quebradores de ética" ou do "decoro parlamentar". Na verdade, um político corrupto é um assassino, não um "simples ladrão". Por culpa de seus desvios do dinheiro público, milhares de pessoas morrem em filas de hospitais e devido à insegurança galopante nas grandes cidades e milhões de analfabetos continuarão sem instrução adequada, proporcionando maior facilidade ao crime organizado, ao tráfico de drogas... O político corrupto é um desertor da nossa tão dura e sangrenta guerra em busca de um aceitável índice de desenvolvimento humano. Portanto, sem fórum privilegiado, deveriam ser julgados por um tribunal militar. E a acusação mínima deveria ser "alta traição". Neville L. - Coluna dos Leitores - ZERO HORA (RS) - 30/12/2009 O problema climático não constava da pauta de prioridades do governo Lula, Circula pela internet uma denúncia atribuída a uma suposta ex-ministra da Saúde da Finlândia sobre a possível fabricação da gripe suína em laboratório. A veiculação do Youtube na rede ganhou alguma veracidade ao ser recebida e repassada pelo frei Leonardo Boff a uma lista de amigos e conhecidos. Finalmente, como sempre acontece, chegou também ao círculo de desconhecidos do remetente. Conta o conhecido e admirado frei Boff que, durante palestra que fez no Centro de Biologia da Universidade Autônoma de Madri, na Espanha, ouviu falar da mesma história. Ele escutou, conforme diz, do "conhecido biólogo Maxim Sandim" que o vírus "não produzido pela natureza humana" seria "uma combinação do vírus da gripe aviária, da suína e da gripe humana "para exterminar grande parte da humanidade e enriquecer a cadeia dos fármacos". A especulação é capaz de assustar qualquer um. Perturbado também com ela, frei Boff encerra a correspondência eletrônica convocando todos à luta, descrente apenas dos efeitos da oração: "Precisamos estar atentos para esse presumível atentado contra a humanidade e contra a vida de Gaia. Temos de fazer algo mais do que rezar...". Assim seja. Andante Mosso - CARTA CAPITAL - 20/12/2009 O problema climático não constava da pauta de prioridades do governo Lula, e só passou a fazer parte dela quando a senadora Marina Silva colocou-o na agenda da sucessão presidencial, ela mesma saída do Ministério do Meio Ambiente por absoluta impossibilidade de fazer com que a questão ambiental fosse uma política de governo. Colocada lá ainda no primeiro ministério, Marina não aceitou ser apenas um símbolo, depois de diversas derrotas na tentativa de impor uma agenda ecológica ao governo. Lula fazia blague com a proteção dos "bagrinhos" e, mais que isso, ele e a candidata oficial à sua sucessão, ministra Dilma Rousseff, consideravam que os ambientalistas atrasavam as obras do PAC e o progresso do país. Merval Pereira - O GLOBO (RJ) - 11/12/2009
Postado por... Dostoiévski às 21:02Terça Feira, Março 2, 2010
José Ephim Mindlin (São Paulo, 8 de setembro de 1914 — São Paulo, 28 de fevereiro de 2010) foi um advogado, empresário e bibliófilo brasileiro. Filho do dentista Ephim Mindlin e de Fanny Mindlin, judeus nascidos em Odessa, formou-se na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Advogou por alguns anos, atividade que deixou para fundar a empresa Metal Leve, que mais tarde se tornou uma potência nacional no setor de peças para automóveis. José Mindlin deixou a empresa em 1996. Posteriormente, entre outras atividades, presidiu a Sociedade de Cultura Artística. Após sua aposentadoria do mundo empresarial, Mindlin pôde dedicar-se integralmente a uma paixão que tinha desde os treze anos de idade: colecionar livros raros. Seu primeiro livro foi Discours sur l'Histoire universelle de Jacques-Bénigne Bossuet, de 1740. Ao completar 95 anos de idade, acumulava um acervo de aproximadamente 40 mil volumes, incluindo obras de literatura brasileira e portuguesa, relatos de viajantes, manuscritos históricos e literários (originais e provas tipográficas), periódicos, livros científicos e didáticos, iconografia e livros de artistas (gravuras). É considerada como a mais importante biblioteca privada do gênero, no Brasil. Em 20 de junho de 2006 Mindlin foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras, onde passou a ocupar a cadeira número 29, sucedendo a Josué Montello. Após saber da vitória na eleição, Mindlin declarou: "De certa forma, corôa uma vida dedicada aos livros". No mesmo ano, Mindlin decidiu doar todas as obras brasileiras da vasta coleção à Universidade de São Paulo (USP). A partir de então, ela passou a ser chamada de "Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin". O prédio da biblioteca, dentro do campus da USP, está em construção. Nunca me considerei o dono desta biblioteca. Eu e Guita [esposa já falecida de Mindlin] éramos os guardiães destes livros que são um bem público. Morreu em 28 de fevereiro de 2010 na cidade de São Paulo.
Postado por... Dostoiévski às 00:10![]() |
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